Cana-de-açúcar
A Matéria-Prima da Cachaça.

A cana-de-açúcar é originária do sudeste da Ásia, mais precisamente das regiões da Indonésia e Ilhas Filipinas. Seu cultivo no Brasil teve início logo nos primeiros anos da colonização e em nossas terras alcançou o ápice de sua produção, onde seus cultivadores marcaram um ciclo econômico, sendo chamados Senhores de Engenho. Hoje, o Estado de São Paulo, sozinho, já é o seu maior produtor mundial.
Como produto, pode ser utilizada de várias formas: Mastigada in natura, possui um sabor agradável e diferenciado; moendo-a obtém-se o suco ou caldo, também chamado Garapa que é hidratante e nutritivo; como Melaço é altamente concentrado e agradável; como Rapadura é doce e nutriente; cristalizada em forma de Açúcar branco ou mascavo, adoça quase tudo; destilada em Etanol, é usada como combustível veicular ecológico; Cachaça (fermentação do caldo); Rum (fermentação do melaço) ou como álcool utilizado para limpeza e higienização.
Ou seja, a cana-de-açúcar pode ser consumida nos estados sólido, líquido e pós-gasoso… Rsrsrs
Variedade rara nos tempos atuais, a cana Java era a mais cultivada pelos antigos moradores da região norte de Minas e a mais doce e produtiva. Após dias de procura em vários pontos da Serra Geral, fui encontrá-la, acredite, no quintal da casa onde nascera minha mãe Dona Geralda ou Dona Dina como é conhecida por todos na região, jamais soubera que ela havia nascido naquele local em 1923.
Fiquei sabendo através do morador da vila do Bonfim, Senhor Alípio, meu guia que, ciente de minhas origens, ao chegar no canavial me apontou as ruínas da casa onde nascera minha mãe, na fazenda São Nicássio nome que me era familiar pelos relatos que minha mãe fazia de sua infância na Fazenda de meu avô Ventura, que obviamente, fora vendida.
Assim percebia que ali, naqueles Gerais, meus antepassados também me guiavam nessa empreitada.
No eito da Cana a Quadra é fechada, no começo é Suor mas no fim Talagada…
Inté!